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domingo, 7 de maio de 2017

A Ausência de Cores e o Falso "Empoderamento Feminino".




As mulheres se vendem a um falso "empoderamento feminino".
Botas de couro, roupas pretas dos pés à cabeça que remetem ao sádico, não são o Feminino.
Toda a força da mulher está viva nas cores que ela veste e emana.
Na graciosidade; 
Dos adornos à simplicidade de flores do campo;
De exóticas rosas, à um singelo laço de fita.
Afinal, somos mulheres vivazes e humanas,
ou reles serventes de vampiros e sangue-sugas sem cor?!

Despertem as cores do Feminino!

Vibrem em Cores,
Pulsem o Amor.

Mantenha a Essência, e perceba a estranheza e agressividade que há na ausência de cores,
Não se engane! Preto, não é sexy, não é simbolo de poder!
Mas sim, de escravidão e subserviência. 









quinta-feira, 24 de novembro de 2016

TPM - Você sabia que ela é uma Dádiva?!


A maioria das mulheres, sofre do mal chamado de TPM - Tensão Pré Menstrual. Você já parou para refletir no porque de tantas alterações? E até que ponto seus sintomas são Naturais?
Nos acostumamos a achar normal o terrível período do mês onde há uma gangorra emocional e física. Onde as mulheres passam pelos mais variados sintomas dentro dos quadros de dores no corpo, enjoo, insônia, sonolência, cólicas, inchaço, instabilidade emocional, onde podemos oscilar em agressividade e irritabilidade, choro fácil e depressão, cobranças, reclamações e insatisfações consigo e com os outros... É uma lista quase sem fim!!! 

Mas será que o que é NORMAL, é o NATURAL?
Normal vem de Norma, o que não é uma coisa nata, da Na-tu-re-za...

Algumas linhas de conhecimento apontam as cólicas e dores no corpo como uma não aceitação da feminilidade. O que não deixa de ser verdade! Porém, vou adiante e digo: um leve desconforto físico nos dias que antecedem a menstruação, e uma leve cólica durante o primeiro dia da menstruação, é NATURAL! É um momento de mudança e limpeza do corpo. 

Agora, qualquer dor que seja mais incômoda, persistente e incapacitante, bem... Existem algumas formas de retirada da energia vital do nosso corpo por seres que podemos chamar resumidamente de vampirizadores. Assunto para um outro post, mas de antemão eu digo: não aceite esse sofrimento, peça proteção, mexa o corpo, se alongue, faça movimentos sinuosos do quadril para aliviar, utilize um bom óleo essencial no ventre como a lavanda, tome chás calmantes, mantenha-se aquecida, resguarde-se fisicamente!

Sobre a instabilidade emocional, a tpm período só exacerba os sentimentos pelos quais estamos passando no momento. Então se estamos angustiadas com algo, a tendencia é ficar muito mais angustiada. Se tem algo no nosso corpo que não gostamos, vamos gostar menos ainda, aqueles quilinhos, ou até algumas gramas que precisamos perder, vão se tornar toneladas! Rs. Ou seja, é preciso observar com atenção os sintomas, e compreender o que precisamos mudar ou simplesmente aceitar.

Essa observação deve ser feita em todos os sintomas que nos são comuns. Existem alguns aplicativos bem úteis onde podemos anotar e acompanhar o ciclo, inclusive anotando os sintomas. Esse estudo por algum período, é importante! Pois passamos a nos conhecer melhor, a ouvir mais o coração, os pensamentos, e o corpo.

Então se percebemos que temos dores nos pés, nesse período cuidamos mais deles, fazemos uma boa massagem, um escalda pés relaxante, colocamos eles para cima, o que nos fizer se sentir melhor!
Se ficamos mal humoradas, que a gente aprenda a avisar aos familiares e amigos, de uma forma clara e suave, que estamos sensíveis e é melhor tomar cuidado! Rs. Para isso é preciso observar quando o mal humor começa a tomar conta, então se afaste, perceba de onde ele vem, o que lá dentro está realmente incomodando... 

Mas tá! A TPM só serve para testar nossa paciência todo mês? Só porque a mulher tem tantas habilidades maravilhosas ela tem que pagar imposto mensal??? Humm... Não. Mas isso acontece porque fomos ao longo dos séculos, deixando isso acontecer. 
A menstruação segue o ciclo natural. E nós, cada vez mais afastadas da Natureza, do seu tempo de acontecer, do seu resguardo e calmaria, da intensidade no momento exato, ficamos assim, instáveis e desarmoniosas. Nos tornamos mulheres que se afastam do feminino, que se esquecem da importância do zelo consigo, com o esposo, com o lar, com os filhos... Mas a natureza nos cobra.



A chave é: Quando a mulher conquista o seu equilíbrio pleno, a TPM é uma poderosa ferramenta de transformação. Ciclos são encerrados e iniciados a cada 21 dias, e os outros 7 dias que fecham os 28 dias do calendário lunar, são o momento mais precioso, onde o corpo começa a fazer sua renovação, reequilíbrio e preparo para mais um ciclo

Esse momento é uma dádiva da natureza feminina em que, quando estamos em equilíbrio, temos nas mãos o poder de se colocar em ordem, dar bronca em si mesma, dar bronca no marido, resolver aquela situação pendente com algum desafeto, reorganizar a casa, a rotina, a dieta... 

Entendem a preciosidade desse momento????????? 



Porém quando não buscamos nos conhecer, saber os nossos limites, ter auto controle para não criar uma guerra por motivos banais, aí bem, a TPM vai ser apenas um período de terrorismo para nós e para quem nos rodeia, onde tudo é ruim e sempre será, onde as dores são paralisantes, apenas para mostrar a nossa falta de coragem para lutar pela saúde plena que nos é um direto. 

É uma escolha nossa. Podemos negar a nossa feminilidade, podemos nos entupir de remédios para dor ou depressão, mas todas as toxinas continuarão dentro de nós. Sejam substâncias tóxicas ingeridas numa alimentação ruim, ou pensamentos e sentimentos tóxicos alimentados pela falta da auto-observação e equilíbrio. 

O que você escolhe?









segunda-feira, 23 de maio de 2016

A Força. Carta 11 do Tarot.



A nossa força interior não deve ser reprimida nem menos extravasada de forma descontrolada. 
O Leão interno precisa ser delicadamente domado. 


Para conduzirmos nossa extrema Força Interior, precisamos conhecê-la, perscrutar todos os recônditos de nossa alma, para com delicadas mãos, conduzir nossa vida, guiados pela voz do coração. Guiados pela voz do Leão Interior. 

Que pode nos levar à infernos se desenfreado, ou à Realização, se em equilíbrio com o Amor e a Ética. 


Hoje, escolhi essa imagem, que retrata de uma forma doce, o que é a verdadeira força. Que não é física, mas sim, nasce da pureza e sabedoria do coração...



A Dança do Ventre, dentre tantos outros conhecimentos, é uma das formas de se obter as chaves que destravam nossos caminhos. 
Ela não é o caminho, mas sim, a porta de acesso ao Seu Próprio caminho, seu próprio trabalho, ao seu Próprio Conhecimento, que te guiará em direção a Tua Fonte de Sabedoria. 


Dominar o próprio corpo, fazê-lo dançar com precisão, transformá-lo no instrumento que torna visível a música ouvida, nos ensina o caminho do controle, do equilíbrio, e do manejo suave do corpo e sua energia vital, que busca ir direto e reto de encontro com a Nossa Própria Divindade. 


Existem muitos meios de encontrar o Equilíbrio. Mas sempre, a mais poderosa chave, será àquela que é conquistada no encaixe perfeito de duas mãos. Mãos que nasceram para manterem-se entrelaçadas. 


E encontrar o jeitinho de domar nossa força, é crucial para a eterna união dessas mãos, corpos e corações. Pois a Energia, precisa ser sempre controlada, e o Amor, manter-se aquecido. Pois a sua chama, a tudo conduz com perfeição. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sublimação da Força Sexual em Movimentos


Movimentos de quadril trabalham diretamente com a força sexual.
Quando a energia sexual é muito forte para ser controlada, surgem os movimentos de tronco.
Que com a energia cardíaca, sublimam e abrandam o fogo sexual. 
É onde a suavidade dos movimentos dos braços nasce:
No domínio da energia que exala do corpo para o ambiente, do ambiente para o corpo.

Àquelas mulheres que tem a capacidade de sublimar sua força sexual até o topo, 
São as que atingem maior graciosidade em seus gestos e movimentos.
Estas, são mulheres que encantam quando balançam seus cabelos num khalige.

Por isso cabelos longos, saudáveis e fortes são símbolo da força sexual,
Denotam a capacidade de equilíbrio e precisão no manejo da própria energia.

Cabelos frágeis, mal cuidados, curtos ou quebradiços, denotam dificuldade de compreensão da própria força sexual.

Cabelos alterados por químicas, denotam desvios da própria sexualidade,
Denotam caminhos tomados na vida, contrários à própria essência.

Nós mulheres podemos expressar nossa força sexual de duas formas:
Com a sensual graciosidade dos gestos;
Ou com os excessos sexuais nos gestos. 
A esta segunda forma, costumamos chamar de vulgaridade.

Há àquelas que escolhem reprimir essa força, causando incômodo ao olhar moças graciosas, confundindo-as com moças vulgares.

A sensualidade é como o ar. 
Não há como se reprimir, mas sim, respirar e deixar fluir.
Aprender a se mover com a energia que nos trás a vida,
Com a energia que cavalgamos.



sábado, 5 de março de 2016

Aula 1 - Respiração





Como você respira? A maioria de nós, utiliza menos que 50% da capacidade pulmonar. Como isso?
Passamos o dia ocupados, concentrados ou distraídos com algo, e a respiração, se mantém ativa o suficiente para estarmos vivos...
Poderia dar inúmeras explicações para esse terrível comportamento, mas agora irei resumi-lo em apenas um:
Falta de Consciência.
Essa falta de consciência, nos afeta nos níveis físico, emocional e interno.


Imagine que você é um pássaro, e que a altura do seu vôo, é regulada pela respiração:

Se você respira de forma curta e lenta,
Seu vôo será baixo e cômodo;

Se curta e entrecortada,
Corre o risco de voar quicando no chão;

Se é profunda e lenta,
Você ganha altura de forma suave;

Se profunda e acelerada,
Você ganha altura rapidamente.

Esse vôo através do controle da nossa energia, é possível fazer literalmente no mundo astral, controlando a altura e distância percorrida pelo manejar da energia. Porém, precisamos estar despertos, e isso é tema para outra conversa.
Já aqui no físico, a energia gerada pela respiração, assim como a energia gerada pela sexualidade sem o desperdício de energia, e também pelo aquecimento do sangue com exercícios físicos que nos trazem prazer, atuam diretamente na nossa vitalidade.


Faça um teste: quando estiver com muito sono ou cansada, faça algumas respirações profundas e veja o que muda! Para ficar ainda melhor, expanda seu corpo junto com a respiração, alongue, relaxe a musculatura. Relaxar não é sinônimo de dormir, e sim, de distensionar, e nos deixar aptos a cumprir com uma tarefa. Seja ela Mental, de concentração; Emocional, deixando fluir a voz do coração e saindo do redemoinho de sentimentos negativos; ou Física, sendo para correr uma maratona, ou... dormir! Rsrs
Para tudo que vamos fazer, precisamos estar conscientes e plenos do momento. E nada melhor para nos trazer a momento presente do que uma boa e gostosa inspiração!

É importante trabalharmos um pouco de consciência na respiração, pois no geral, quando muito concentrados em algo, temos a tendência de travar ou diminuir a respiração.
E para aprender a dançar, precisamos primeiro sentir o corpo pleno e cheio de energia!
E é para isso também servem os aquecimentos no início da aula! Você prepara o corpo e aquece o sangue enquanto vai se centrando no momento presente. Observa o corpo, a respiração, relaxa o que está tenso, e então estar pronta para aprender.
Afinal não há ninguém que resista a dar uma espreguiçada depois de um bocejo e de uma longa respiração, não é verdade???


O Exercício de hoje é simples:
Respire!
Respire e perceba tudo ao seu redor, e perceba o que muda no seu corpo!
Perceba COMO você respira, e no próximo post, falaremos um pouco sobre isso.






sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Primeiro Dia de Aula. Introdução



Quando nos inscrevemos em um curso de dança, ficamos sonhando com a primeira aula! Há uma ansiedade e um misto de sentimentos como o medo de não conseguir acompanhar, o medo de se encarar tão travada diante da professora, do espelho, das futuras colegas... E a vontade de aprender tudo imediatamente, e sair da sala de aula dançando logo no primeiro dia!

Porém, existe um longo, trabalhoso, minuncioso e gratificante processo entre o primeiro dia de aula, e o dançar em si.

Creio que esse processo poderia ser facilitado, se o ensino da dança do ventre tivesse um olhar embasado e mais atento à anatomia e cinesiologia e a observação empírica das emoções impressas no corpo, olhando de uma forma mais crítica e segura, para àquele que dança em primeira instância, que é o CORPO.

Fala-se muito que a dança do ventre ajuda as mulheres a entrarem em contato consigo mesmas, com os seus sentimentos mais profundos, e isto é sim, uma grande verdade.
Porém, em geral iniciamos uma aula de dança deixando de lado a forma do corpo de ser e estar no tempo-espaço e as suas particularidades. Ou seja, as professoras tendem a deixar de lado o ensino da observação do como está este corpo, e a ambientação e percepção no momento presente. Pulam essa etapa visando realizar rapidamente o sonho da aluna de dançar. Talvez cometam esse engano, por querer conquistar a aluna na primeira aula, mostrando que ela pode sair dali já satisfeita, executando um passo qualquer, de qualquer jeito. 
Mas primeiro, a meu ver,é preciso mostrar à aluna, COMO esse corpo se move, e as percepções necessárias para o movimento. E também, mostrar aquelas percepções que o movimento proporciona. Ensinando assim, a descoberta da sua própria dança, desde o início, ao invés de primeiro percorrer todo um caminho do ensino da mimíca imitativa e sem personalidade, onde todas são encaixadas numa mesma forma, geralmente determinada pelo estilo da professora, para depois dizer para a aluna ir em busca do seu jeito único de dançar. Uma certa formatação e imitação, é sim necessária, mas a descoberta do seu 'jeitinho', deve caminhar junto com o aprendizado imitativo e formatador.

Prefiro que a aluna saia da primeira aula, sem ameaçar qualquer passo básico, mas que ela tenha entrado em contado com o próprio corpo! A grande maioria das pessoas, não percebe que sua coluna começa lá na cabeça, na altura das orelhas! Coluna muitas vezes nem é percebida no pescoço! Ou então, dando um exemplo lá na base, não consegue perceber que o tornozelo articula ao caminhar! E a pessoa passa a vida caminhando com um andar duro e dolorido, porque nunca teve oportunidade de realmente observar todas as engrenagens que são acionadas num simples caminhar!
Somos assim! Por incrível que pareça, há um paradoxo em sermos criados num mundo mecanicista, mas da mecânica maravilhosa e fluída do nosso corpo, de nada sabemos! Tornando-a dura, automática e dorida.

Como podemos manter uma postura elegante, se não temos a percepção necessária para fazer transferência de peso sem perder o equilíbrio?
Ter uma professora gritando "sustenta a meia ponta", não nos faz compreender o que ou como precisamos ativar tal ou qual músculo para sustentar a tal meia ponta.

E como em tudo que queremos fazer bem feito, devemos ter foco e atenção.
Devemos ter atenção plena em nosso corpo.
Para saber controlá-lo, primeiro devemos aprender como ele funciona!
Para fazer os quadris se moverem, precisamos entender o que os faz se moverem,
Para fazer de nosso corpo, um instrumento tocado por nós, capaz de transformar música em movimento, precisamos aprender como tocá-lo com maestria.
E para isso, nada melhor que uma bela aula de anatomia! rsrsrs
Porém, antes de entrar em contato com a anatomia do nosso corpo, é preciso situá-lo no tempo e no espaço.

Quando aprendemos algo novo, somos como adolescentes em fase de crescimento. Temos dificuldade de estar num espaço que antes habitávamos em um corpo que não crescia tão rápido!
Quando nosso corpo está se DESENVOLVENDO, vivemos trupicando, derrubando coisas, fazendo pequenos desastres diários, pois estamos nos adaptando, mesmo sem saber, ao nosso novo corpinho!

Então o primeiro dia de aula, é um natural e prazeroso desastre! Rs.. Estamos conhecendo o novo, o olhar diferente para a nossa "máquina" que sabe ao menos automaticamente, andar, falar, comer, sentar, deitar... E que quer aprender a dançar.
E para não sair por aí trupicando, é importante entrar em contato com a orientação tempo-espaço, com eixo, respiração, centro do corpo e anatomia.

Por hoje, sugiro algumas observações sobre como você se move no dia a dia, como você dorme, levanta, senta, caminha, corre, se mantém em pé...
Escolha três músicas, uma bem lenta, uma moderada, e outra acelerada.
Use os diferentes pulsos das músicas para perceber essas ações diárias em diferentes velocidades, executar a ação de diferentes formas, e incluir outros gestos e jeitos de como mover os membros separadamente, ordenada ou desordenadamente, andar para trás, para o lado, pular, girar, tremer, etc. SAIR DO PADRÃO AUTOMATIZADO. 

Quero começar com esse exercício, para que você não busque qualquer movimento dito como dança, e sim, busque a dança nos movimentos inusitados, diários, mecânicos e automáticos. 
Pois quando saímos do piloto automático, percebemos que todo o movimento, se adicionado de consciência, se torna uma dança.
Se você não se manter presa a pudores, condicionamentos de feio ou bonito, certo ou errado, irá se surpreender! 
Não há dualidade, precisamos descobrir o Eixo, o Centro. 
Aquele ponto no qual somos livres para apenas Ser.
Dançar, é Libertar-se.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

"A Magia da Dança do Ventre" _ Bruxaria ou Sacerdócio, o que você quer?



Você sabe a diferença entre uma bruxa e uma sacerdotisa?

Quando eu era mais nova, tentando buscar a voz do meu coração, que chegava até mim cheia de interferências e desvios, me aventurei a estudar tudo o que era tipo de "esoterismo". Costumava me definir como "bruxa boa"! Hoje olho para àqueles anos que se passaram, e observando as meninas na adolescência, percebo quantos equívocos são colocados num caminho que deveria ser tão simples. O caminho da verdade, e do coração.
Não existe "bruxa boa ou má", mas sim, o oposto da bruxaria: o sacerdócio.
A sacerdotisa e a bruxa, lidam com a mesma coisa: o controle e direcionamento da sua energia sexual, o auto-conhecimento, o conhecimento dos 4 elementos, o relaxamento, concentração, viagem astral e meditação. Utilizam também, das plantas de sabedoria.
Mas então, o que as diferencia??
O objetivo.


A sacerdotisa busca trilhar o caminho direto e reto, em direção à Verdade. 
A bruxa, busca o mesmo caminho. Porém, busca a verdade para através dela dominar, controlar, e conseguir Poder.

Na dança do Ventre, ocorre a mesma diferenciação. 
O que nos faz buscar uma aula de dança? 

Estamos em busca do "Poder Pessoal"? Tão falado hoje em dia nesse meio? 
Buscamos aprender todas as nuances da sensualidade para conquistar, enfeitiçar e corromper?
Buscamos sermos melhores que as outras mulheres, chamar mais atenção, hipnotizar mais que qualquer outra?
Este, é um caminho perigoso. 
Muitas vezes tentamos nos enganar, montamos uma fachada de espiritualista, incentivamos eventos caridosos, acreditamos mesmo na mentira que nos contamos de que tudo é feito com Amor. O "Amor pela Dança". Quando na verdade estamos em busca de alimentar o vício pelo "Poder Pessoal". Corrompendo e usurpando assim, meninas que nos chegam de coração aberto.
É algo egoísta, que nos faz por exemplo, guardar e esconder de nossas alunas o conhecimento que carregamos, com medo de que elas "tomem o nosso lugar", nos faz viver pequenas mentiras para ser escolhida em detrimento de outra, faz nos aproximar de pessoas por interesses, sempre em busca de obter mais e mais poder. 
O que ganharemos no final de tudo? Sucesso??? Não... Uma hora teremos que descer do pedestal da mentira, e começarmos a ser fiéis ao próprio Coração e Verdade. E abrir mão de toda a mentira que nos fizemos acreditar e buscar. 
Pergunto se o preço pela busca de poder vale... Mas sei que isso apenas protela o momento em que teremos que nos atentar para à RESPONSABILIDADE.

Uma sacerdotisa, em algum momento já compreendeu, que a busca de poder, mesmo àquela disfarçada, de nada vale.
Ela busca a dança do ventre porque se recorda daqueles tempos antigos, onde era protegida em haréns pelo Faraó. E com a esposa deste, aprendia os segredos da dança do ventre. Aprendia a controlar a sua energia sexual, os seus pensamentos, sentimentos, os seus gestos. Tornando-se delicada e graciosa. 
Nos anos em que estava sendo preparada, recebia o aprendizado do seu caminho para se tornar mulher. A magia de cozinhar, dos afazeres manuais, dos infinitos cuidados com o corpo, pele, cabelo, maquiagem, trajes, jóias, etc, etc... rs, da magia da sedução, do amor, do MATRIMÔNIO. 
Entrava em contado com a sua Divindade, compreendia qual o seu Trabalho naquela existência. E ali naquele Harém, aguardava protegida até estar formada. E então sua alma gêmea já também preparada, sendo agora um homem capaz de protegê-la e cuida-la dentro de um Lar, requisitava sua mão, e ela era entregue pelo Faraó, ao seu Esposo, Único. 

Parece um conto de fadas. Mas essa é a realidade que habita os nossos corações. Essa é a Verdade que por mais que o mundo tente, ninguém consegue arrancar do coração de uma mulher. A verdade de encontrar o seu amado. A Verdade de ser para ele, a melhor esposa e amante do universo. Pois ela para ele, é a Única.
E é sobre esse amor que devemos buscar na Dança do Ventre! Podemos dançar para uma multidão. Porém cada canção de amor, de alegria, de tristeza, é para quem amamos. Ele está em nossos olhos, coração e movimento. É o único homem para o qual dançamos e despimos nossa Alma verdadeiramente. 

Dançar o Amor, dançar a união dos casais e famílias, ou Dançar o Ódio, a separação e destruição. 
É uma escolha em nossas mãos.


CHAMADO À RESPONSABILIDADE!